Guilherme Vaz

  • Crude

    Crude é uma alegoria da origem da arte. As paredes sao camadas como textos e papeis de inscriçao, papiros e pergaminhos, silex e granitos, e couros. Ele pode ser tocado dançado e desenhado, descalço, esta nas cavernas e no futuro, em cada momento, onde a elipse se exprime, como uma eclosao nos seres todos do mundo, nos momentos mais comuns -imprevistos- pode nao ter niguem perto, ter uma multidao, ser curto e ter um ciclo de anos. Pode mesmo ser tocado por animais insetos, larvas, e todos os seres sem exceçao, e pode ser lingua, porque é o primeiro gesto na superficie do mundo, do inicio. Ele foi criado e tocado originalmente para estar no limite quebradiço e instavel entre o desenho e o som, antes do depois e depois do antes, a terra onde os significados voam livres, semi indomados. As maos e a grande mão, o ser, toca a superficie, descobre e oculta, revela e aprende. O mundo-antes-do-piano e da escala temperada -e mesmo antes dos instrumentos- o ruido, o perma-ruido da pele do mundo -mas ele deve ser visto porque é desenho essencial, imagem. Ele pode ter sido tocado tambem entre os libertadores, nas guerras, entres os maquis, entre os judeus, entre os partigianni, em Roma entre os escravos e gladiadores. E por Jeremias o profeta quando esteve preso em um poço na Palestina, pelos excluidos todos aos quais lhes tiram todos os instrumentos, sobrando apenas o mundo. E ai encontram a Origem.

    G.V.

     

  • Musica para Folha de Papel
    Musica para Folha de Papel

    Performance presentada en 1973 en la Bienal de Paris.

    austeridade / desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / economia de meios / encontro / fragilidade / Radiovisual
  • Crude
    Crude

    2009

    Performance no MARGS

    Fotografia: Cristiano Sant'Anna

    desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / espaço público / imagem / passeio / Romano
  • Crude
    Crude

    2009

    Performance no MARGS

    Fotografia: Cristiano Sant'Anna

    desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / espaço público / imagem / passeio / Romano

Guilherme Vaz nasceu em Araguari, Brasil, em 1948. Vive e trabalha em Brasília. Artista pioneiro da sound-art, formado na Universidade Nacional de Brasilia, junto com Rogério Duprat, Décio Pignatari, Nise Obino, Cláudio Santoro, Damiano Cozzela, Régis Duprat, Hugo Mund Junior, entre outros (1960-1964); e na Universidade Federal da Bahia, onde foi colega de Walter Smetak e Enrst Wiedmer  (1964-1966). Fundador em parceria com Frederico Morais, Cildo Meireles e Luiz Alphonsus da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1968-1970). Em 1973 participa do Feedbackstudio em Colônia, Alemanha. Presidiu a Fundação Cultural de Ji-Paraná, fronteira com a Bolívia, onde desenvolveu trabalhos de antropologia, artes visuais e música pré-histórica com os povos indígenas sul-americanos Zoró-Panganjej, Gaviao-Ykolem, e Araras. Também produziu instrumentos musicais indígenas e pinturas transportando pinturas geométricas corporais para grandes telas de algodão cru, realizadas por indígenas. Artista multimeios e experimental, autor de obras sonoras como: Walk to Anywhere, Rio de Janeiro (1970); Desapropriação de Manhattan, Rio de Janeiro  (1970), Open your Door as Slow as you Can, Rio de Janeiro (1970); Solos Ardentes, Nova York (1970); Crude, Paris (1973); Ensaio sobre a Dádiva, d´après Marcel Mauss, Oslo (2008). Sua obra foi incluída em importantes exposições coletivas, dentre as quais se desatacam: Equatorial Rythms, The Sternesen Museum, Oslo (2008); Hélio Oitica e seu Tempo, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (2006); VIII Biennale de Paris, Museé d´Art Moderne de la Ville de Paris (1973); Agnus Dei, Petite Galerie, Rio de Janeiro (1970); Information, The Museum of Modern Art (MoMA), Nova York (1970); e Salão da Bússola, Sala Experimental, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1969), entre outras. Também editou as seguintes obras com a Gravadora OM Records: O Vento sem Mestre (2007); Sinfonia dos Ares (2007); La Virgen (2006); Deuses Desconhecidos (2006); Anjo sobre o Verde (2006);  A Tempestade, El Arte, Povos dos Ares, Der Heiligue Spruch (2005); A Noite Original - Die SchopfungsNacht [Die Winde uber der Meer am Anfgang der Welt] (2004); Sinfonia do Fogo (2004); O Homem Correndo na Savana (2003), todas elas lançadas no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Publicou a Sinfonia das Águas (2001), um livro em que re-coleciona, algumas das conjunções sonoras mais profundas, arcaicas e significantes do meio central da América do Sul. Obteve o Prêmio de Melhor Trilha Sonora do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com Fome de Amor de Nelson Pereira dos Santos, primeiro filme brasileiro com musica concreta e experimental (1968), A Rainha Diaba de Antonio Carlos Fontoura (1975), O Anjo Nasceu de Julio Bressane (1969), Filme de Amor de Julio Bressane (2006), Cleopatra de Julio Bressane 2007 e em 2009 o lançamento do filme Erva do Rato de Julio Bressane no Festival de Veneza, com trilha sonora aclamada pela crítica.

 

Guilherme Vaz nació en Araguari, Brasil, en 1948; vive y trabaja en Brasilia. Artista pionero del arte sonoro. Diplomado por la Universidade de Brasília, junto con Rogério Duprat, Décio Pignatari, Nise Obino, Cláudio Santoro, Damiano Cozzela, Régis Duprat, Hugo Mund Junior, entre otros (1960-1964); y en la Universidade Federal da Bahia, donde fue compañero de Walter Smetak y Enrst Wiedmer (1964-1966). Fundador, junto con Frederico Morais, Cildo Meireles y Luiz Alphonsus, de la Unidad Experimental del Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1968-1970). En 1973 participa del Feedbackstudio en Colonia, Alemania. Presidió la Fundación Nacional del Indio (FUNAI) en Ji-Paraná, frontera con Bolivia, donde desarrolló trabajos de antropología, artes visuales y música prehistórica con los pueblos indígenas sudamericanos Zoró-Panganjej, Gaviao-Ykolem, y Araras. También produjo instrumentos musicales indígenas y pinturas transportando pinturas geométricas corporales a grandes telas de algodón crudo, también realizadas por indígenas. Artista multimedios y experimental, autor de obras sonoras como: Walk to Anywhere, Rio de Janeiro (1970); Desapropriação de Manhattan, Rio de Janeiro (1970), Open your Door as Slow as you Can, Rio de Janeiro (1970); Solos Ardentes, Nueva York (1970); Crude, París (1973); Ensaio sobre a Dádiva, d´après Marcel Mauss, Oslo (2008). Su obra fue incluida en importantes exposiciones colectivas, entre las cuales se desatacan: Equatorial Rythms, The Sternesen Museum, Oslo (2008); Hélio Oitica e seu Tempo, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (2006); VIII Biennale de Paris, Museé d´Art Moderne de la Ville de Paris (1973); Agnus Dei, Petite Galerie, Rio de Janeiro (1970); Information, The Museum of Modern Art (MoMA), Nueva York (1970); y Salão da Bússola, Sala Experimental, Museo de Arte Moderna Rio de Janeiro (1969), entre otras. También editó las siguientes obras con la Grabadora OM Records: O Vento sem Mestre (2007); Sinfonia dos Ares (2007); La Virgen (2006); Deuses Desconhecidos (2006); Anjo sobre o Verde (2006); A Tempestade, El Arte, Povos dos Ares, Der Heiligue Spruch (2005); A Noite Original - Die SchopfungsNacht [Die Winde uber der Meer am Anfgang der Welt] (2004); Sinfonia do Fogo (2004); O Homem Correndo na Savana (2003), todas ellas lanzadas en el Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Publicó Sinfonia das Águas (2001), un libro en que reúne producciones sonoras arcaicas y significantes de poblaciones de la región media de América del Sur, con tradiciones sonoras muy antiguas. Obtuvo el Premio de Melhor Trilha Sonora do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro con Fome de Amor de Nelson Pereira dos Santos, primera película brasileña con música concreta y experimental (1968), A Rainha Diaba de Antonio Carlos Fontoura (1975), O Anjo Nasceu de Julio Bressane (1969), Filme de Amor de Julio Bressane (2006), Cleopatra de Julio Bressane 2007 y en 2009 el lanzamiento de la película Erva do Rato de Julio Bressane en el Festival de Venecia, con banda sonora aclamada por la crítica.

 

Guilherme Vaz was born in Araguari, Brazil in 1948. He currently lives and works in Brasília. A pioneering artist in sound-art, he graduated from the Universidade Nacional de Brasilia together with Rogério Duprat, Décio Pignatari, Nise Obino, Cláudio Santoro, Damiano Cozzela, Régis Duprat, Hugo Mund Junior, among others (1960-1964); and from the Universidade Federal da Bahia, where he studied alongside Walter Smetak and Enrst Wiedmer (1964-1966). He co-founded, in partnership with Frederico Morais, Cildo Meireles and Luiz Alphonsus, the Experimental Unit of the Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1968-1970). In 1973 he participated in Feedback Studio in Cologne, Germany. He presided over the Fundação Cultural de Ji-Paraná, on the border with Bolivia, where he developed anthropology work, visual art and pre-historic music with the indigenous Zoró-Panganjej, Gaviao-Ykolem and Araras people of South America.  He also produced musical instruments as well as paintings, using the techniques of the indigenous people by transferring the corporal geometrical paintings onto the large raw cotton canvases of the kind made by indigenous people. A multimedia and experimental artist, he authored sound works like: Walk to Anywhere, Rio de Janeiro (1970); Desapropriaçao de Manhattan, Rio de Janeiro (1970), Open your Door as Slow as you Can, Rio de Janeiro (1970); Solos Ardentes, New York (1970); Crude, Paris (1973); Ensaio sobre a Dádiva, d´apres Marcel Mauss, Oslo (2008). His work was included in important group exhibitions, significant among which are: Equatorial Rhythms, The Sternesen Museum, Oslo (2008); Hélio Oitica e seu Tempo, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (2006); VIII Biennale de Paris, Museé d´Art Moderne de la Ville de Paris (1973); Agnus Dei, Petite Galerie, Rio de Janeiro (1970); Information, The Museum of Modern Art (MoMA), New York (1970); and Salão da Bússola, Sala Experimental, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1969), and many others. He also released the following recordings through OM Records: O Vento sem Mestre (2007); Sinfonia dos Ares (2007); La Virgen (2006); Deuses Desconhecidos (2006); Anjo sobre o Verde (2006);  A Tempestade, El Arte, Povos dos Ares, Der Heiligue Spruch (2005); A Noite Original - Die SchopfungsNacht [Die Winde uber der Meer am Anfgang der Welt] (2004); Sinfonia do Fogo (2004); O Homem Correndo na Savana (2003), all presented in the Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). He published Sinfonia das Águas (2001), a book in which he researched and collected some of the deepest, most archaic and meaningful sound conjunctions from the heart of South America. Deeply rooted sound traditions were brought from the indigenous population, some of which were only possible to obtain after extensive travels. The artist brought these sound conjunctions to the context of contemporary art through a series of more than 75 different sound sources - the contemporary symphonic orchestra permeates his book with archaic and classical visualities from South America. It is an art book formatted as a text-book, with images and techniques displayed in such a manner so that, technically speaking, the works could be executed to perfection by any symphonic orchestra in the world. He won the First Prize for Best Soundtrack at the Festival de Brasília do Cinema Brasileiro for Fome de Amor directed by Nelson Pereira dos Santos, the first Brazilian film with concrete and experimental music (1968). Other works include soundtracks for A Rainha Diaba by Antonio Carlos Fontoura (1975), O Anjo Nasceu by Julio Bressane (1969), Filme de Amor by Julio Bressane (2006), Cleopatra by Julio Bressane 2007 and in 2009 the release of the film Erva do Rato by Julio Bressane at the Venice Festival, with the soundtrack receiving critical acclaim.