Henri Michaux

  • Sem título
    Sem título

    1980

    Nanquim sobre papel japonês

    71,5 x 87,5 cm

    Coleção particular, França

    Gentilmente cedido pela Galeria Jorge Mara-La Ruche, Buenos Aires

    Desenho das Ideias / despojamento / escrita / imagem / linguagem
  • Sem título
    Sem título

    • 1974

    Nanquim sobre papel japonês

    71,5 x 87,5 cm

    Coleção particular, França

    Gentilmente cedido pela Galeria Jorge Mara-La Ruche, Buenos Aires

  • Sem título
    Sem título

    •   1974

    Nanquim sobre papel japonês

    71,5 x 87,5 cm

    Coleção particular, França

    Gentilmente cedido pela Galeria Jorge Mara-La Ruche,

    Buenos Aires

  • Sem título
    Sem título

    1980

    Nanquim sobre papel japonês

    71,5 x 87,5 cm

    Coleção particular, França

    Gentilmente cedido pela Galeria Jorge Mara-La Ruche,

    Buenos Aires

  • O movimento orgânico
    O projeto pode se articular a partir da escolha de um método cuja dinâmica e cujos resultados escapam ao controle racional e à vontade consciente. Por exemplo, pode resultar do movimento orgânico, em que o corpo se torna caixa de ressonância que filtra e traduz imagens interiores e imagens exteriores. Em muitos casos, o movimento envolvido afasta-se do processo da escrita - talvez um dos processos mais codificados da atividade humana -, como no caso dos desenhos de Henri Michaux. Tanto Michaux como John Cage preocuparam-se, das mais variadas formas, em propor práticas que permitissem responder, ou confrontar, as convenções e hierarquias preponderantes da palavra, por um lado, e da estrutura musical, por outro. Ambos permitiram a entrada do não previsível nas suas obras e privilegiaram o presente e o fluir do próprio processo, e não a necessidade de uma obra terminada.
  • A desmilitarização da linguagem...

    \\\\\\\"Thoreau disse que, ao ouvir uma frase, podia escutar a tropa marchando. [...] A pena já foi considerada mais poderosa que a espada. [...] Já que as palavras, quando comunicam, não possuem efeito algum, é claro que necessitamos de uma sociedade na qual não se pratica a comunicação, na qual a palavra fica sem sentido como acontece entre os amantes, onde as palavras se tornam o que foram originalmente: árvores e estrelas e o resto da paisagem primitiva. A desmilitarização da linguagem: uma importante preocupação musical.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974)

  • The demilitarization of language...

    \\\\\\\"Thoreau said that hearing a sentence he heard feet marching. (...) The pen has formerly been considered more powerful than the sword. (...) Since words, when they communicate, have no effect, it dawns on us that we need a society in which communication is not practiced, in which words become nonsense as they do between lovers, in which words become what they originally were: trees and stars and the rest of primeval environment. The demilitarization of language: a serious musical concern.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974)

  • Is a statement really necessary....
    \\\"Não é óbvio que eu pinto para deixar as palavras para trás, para colocar um fim à pergunta irritante de como e por quê? Poderia ser verdade que desenho porque vejo tão claramente isso ou aquilo? Em absoluto. Muito pelo contrário. Desenho para ficar perplexo novamente. Estou muito feliz se há armadilhas. Busco surpresas. Saber me aborreceria. Eu odiaria. Deveria, pelo menos, saber o que esteve acontecendo? Nem isso. Outros irão vê-lo de forma diferente e, talvez, estariam melhor posicionados para saberem. Eu tenho um propósito? Não importa. Não é o que eu quero que deverá acontecer, mas o que tenta acontecer apesar de mim... .\\\" - Henri Michaux
  • Postface
    \\\"É por ter-me liberado das palavras, aquelas colegas teimosas, que os desenhos se tornaram vivos, e alegres, e que seus movimentos marcharam alegremente para mim, mesmo no desespero. E assim percebo neles uma nova linguagem que desdenha o verbal, e assim os vejo como libertadores.\\\" - Henri Michaux

Henri Michaux nasceu em Namur, Bélgica, em 1899, falecendo em Paris, 1984. Escritor e pintor, estudo brevemente medicina, desistindo do plano para embarcar como marinheiro em uma viagem que o levou, em 1920, ao Rio de Janeiro e a Buenos Aires. Michaux retorna à Europa e após breve estadia em Marselha e Bruxelas, se instalou em Paris em 1924. Começa a publicar sua obra literária em 1923, pela qual será mundialmente reconhecido, inicia sua prática artística em 1925 e em 1927 realiza seu primeiro "alfabeto". Sua vida estará frequentemente marcada por viagens à América do Sul e Àsia. Em 1936 publica Entre centre et abscence (Henri Matarasso), o primeiro livro no qual se incluem reproduções de seus desenhos. Nesse mesmo ano, em uma viagem a Buenos Aires conhece Borges, quem traduzia Un barbare en Asie (Gallimard, 1933) para Ediciones Sur em 1941.  Em 1937 realiza sua primeira exibição individual na Galerie Pierre de París. A partir desta sucedem numerosas mostras dentro e fora da França. Sua primeira exposição retrospectiva, Pour mieux connaître Henri Michaux (1937-1951), tem lugar em 1951 na Galerie Rive Gauche, Paris. Em 1954 começa com seus experimentos com a mescalina, que marcaram parte importante dos seus desenhos, publicacos em vários de seus livros (Misérable Miracle, Éditions du Rocher, 1956, entre outros) e expostos pela primeira vez na sua exposição Description d´un trouble, Librairie-Galerie La Hune, Paris esse mesmo ano. Começa também a exibir no exterior com maior assiduidade: entre 1956 e 1957, seu trabalho foi exibido em Nova York, Londres e Roma. Em 1960 participa da Biennale di Venezia, onde lhe é outorgado o Prêmio Einaudi. Sua primeira grande retrospectiva tem lugar no Stedelijk Museum em Amsterdam em 1964, seguida pelas realizadas no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, Paris (1965); Centre Georges Pompidou, Paris (1978), retrospectiva itinerante que viaja ao Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York e o Musée d´Art Contemporain, Montreal; e Seibu Museum of Art, Tokio (1983). Postumamente, sua obra foi revisada em diversas exibições, entre elas Henri Michaux: Dibuixos mescalinics, Centre Cultural Tecla Sala, Barcelona (1998) e Untitled Passages by Henri Michaux, The Drawing Center, Nova York (2000), e foi incluída em importantes mostras coletivas que incluem a Bienal de Paris (1985), Dream Machine, Hayward Gallery, Londres (1999); La Belgique Visionnaire, Palais des Beaux-Arts, Bruxelas (2005); Be-Bomb, MACBA, Barcelona (2007), entre outras.

 

Henri Michaux nació en Namur, Bélgica, en 1899; falleció en París en 1984. En Bélgica pasó su niñez y juventud, y luego de abandonar sus estudios de medicina y de embarcarse como marino en un viaje que lo llevó en 1920 a Rio de Janeiro y a Buenos Aires, regresa a Europa y, luego de breves estadías en Marsella y Bruselas, se instala en París en 1924. Comienza a publicar su obra literaria en 1923, por la que será mundialmente reconocido. Inicia a su práctica artística en 1925 y en 1927 realiza su primer "alfabeto". Su vida estará frecuentemente marcada por viajes a América del Sur y a Asia. En 1936 publica Entre centre et abscence (Henri Matarasso), el primer libro en el cual se incluyen reproducciones de sus dibujos. Ese mismo año en un viaje a Buenos Aires conoce a Borges, quien traducirá Un barbare en Asie (Gallimard, 1933) para Ediciones Sur en 1941.  En 1937 realiza su primera exhibición individual en la Galerie Pierre de París. A esta le sucederán numerosas exposiciones dentro y fuera de Francia. Su primera exposición retrospectiva, Pour mieux connaître Henri Michaux (1937-1951), tiene lugar en 1951 en la Galerie Rive Gauche, París. En 1954 comienza con sus experimentos con la mezcalina, que marcarán una parte importante de su producción, los cuales fueron incluídos en varios de sus libros (Misérable Miracle, Éditions du Rocher, 1956, entre otros) y expuestos por primera vez en la exposición Description d´un trouble, Librairie-Galerie La Hune, París, ese mismo año. Comienza también a exhibir en el exterior con mayor asiduidad: entre 1956 y 1957, su trabajo se exhibe en Nueva York, Londres y Roma. En 1960 participa de la Bienal Internacional de Venecia, donde se le otorga el Premio Einaudi. Su primera gran retrospectiva tiene lugar en el Stedelijk Museum en Ámsterdam en 1964, a la que le siguieron las realizadas en Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, París (1965); Centre Georges Pompidou, París (1978), retrospectiva itinerante que viaja al Solomon R. Guggenheim Museum, Nueva York, el Musée d´Art Contemporain, Montréal, y el Seibu Museum of Art, Tokyo (1983). Póstumamente, su obra ha sido reunida en importantes exposiciones antológicas, entre ellas Henri Michaux: Dibuixos mescalinics, Centre Cultural Tecla Sala, Barcelona (1998) y Untitled Passages by Henri Michaux, The Drawing Center, Nueva York (2000). También ha sido incluida en exposiciones colectivas que incluyen la Bienal de París (1985); Dream Machine, Hayward Gallery, Londres (1999); La Belgique Visionnaire, Palais des Beaux-Arts, Bruselas (2005); y Be-Bomb, MACBA, Barcelona (2007), entre otras.

 

Henri Michaux was born in Namur, Belgium in 1899, and died in Paris in 1984. A writer and painter, he briefly studied medicine, giving it up in 1920 in order to embark as a sailor on a trip that took him to Rio de Janeiro and Buenos Aires. Michaux then returned to Europe and after a short stay in Marseilles and Brussels, he settled in Paris in 1924. He began to publish his literary work in 1923, for which he would receive worldwide recognition, and started his artistic practices in 1925, creating his first "alphabet" in 1927. Throughout his life he made frequent trips to South America and Asia. In 1936, he published Entre centre et abscence (Henri Matarasso), the first book in which he included reproductions of his drawings.  In the same year, during a trip to Buenos Aires, he met Jorge Luis Borges, who translated his travelogue Un barbare en Asie (Gallimard, 1933) into Spanish for Ediciones Sur in 1941. In 1937 he held his first solo exhibition at the Galerie Pierre de París. This was succeeded by a number of shows in France and abroad. His first retrospective exhibition, Pour mieux connaître Henri Michaux (1937-1951), was held in 1951 at the Galerie Rive Gauche, Paris. In 1954, he began his experiments with mescaline, which made an important impact on his drawings, published in many of his books (Misérable Miracle, Éditions du Rocher, 1956, among others) and presented for the first time in the exhibition Description d´un trouble, Librairie-Galerie La Hune, Paris, in the same year.  He also began to exhibit abroad more frequently: between 1956 and 1957, his work was exhibited in New York, London and Rome. In 1960 he participated in the Biennale di Venezia, where he was awarded the Prêmio Einaudi. His first large retrospective was hosted at the Stedelijk Museum in Amsterdam in 1964, followed by presentations at the Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, Paris (1965); Centre Georges Pompidou, Paris (1978), and a traveling retrospective that showed at the Solomon R. Guggenheim Museum, New York and the Musée d´Art Contemporain, Montreal; and Seibu Museum of Art, Tokyo (1983). After his death, his work was reviewed in a number of exhibitions, among them Henri Michaux: Dibuixos mescalinics, Centre Cultural Tecla Sala, Barcelona (1998) and Untitled Passages by Henri Michaux, The Drawing Center, New York (2000), and was also included in important group exhibitions that such as the Biennale de Paris (1985), Dream Machine, Hayward Gallery, London (1999); La Belgique Visionnaire, Palais des Beaux-Arts, Brussels (2005); and Be-Bomb, MACBA, Barcelona (2007), among others.