Deslocando territórios - Projeto Uruguay (imagens de produção da obra). 2011.
São José do Rio Preto, Brasil, 1976. Vive em Campinas, Brasil.
Moscheta é um grande viajante que, desde o início da sua carreira artística, no ano 2000, tem realizado instalações, desenhos e fotografias que nascem de seus deslocamentos por lugares remotos, onde vai juntando objetos que provêm da natureza e que ele reproduz por meio do desenho e da fotografia. Suas obras tentam localizar esses elementos geograficamente, sejam as localizações reais ou ficcionais. Essa experiência de viajar e conviver em ambientes agrestes despertou seu interesse em retratar, por meio de suas obras, a memória de um lugar, elaborando um procedimento de classificação similar ao arqueológico. Entretanto, ainda quando suas instalações incorporam e combinam a coleta de elementos com o desenho, a fotografia e a informação registrada, não existe nele um interesse de transformar a experiência em uma viagem de exploração científica, mas, sim, de questionar, por meio da arte, as fronteiras do território, da geografia e da física. Um fio condutor na obra de Moscheta é a grande fascinação que tem pela natureza, assim como a sua disposição aberta à viagem e à experiência da paisagem. Sua prática não pode ser classificada facilmente; poderíamos dizer que é uma mistura de observação científica e ficcional, land art e práticas orientadas pelo lugar.
Proyecto Uruguay [Projeto Uruguai] (2011) é um trajeto como viajante solitário que o artista realizou ao final do mês de abril pela zona fronteiriça dos pampas, especificamente desde a Barra do Quaraí até Pelotas. Sua experiência reflete o resgate da memória da paisagem, por meio do recolhimento de pedras classificadas e organizadas em seguida. Sua exposição foi realizada na cidade de Pelotas, mais especificamente no Museu de Arte Leopoldo Gotuzo, durante o mês de julho.