Cidade do México, México, 1973. Vive em Mérida, México.
As múltiplas obras de Romo podem parecer diferentes ou dispersas entre si, mas nelas há certas noções que resultam dominantes ao longo de toda sua produção. Existe o denominador comum de uma profunda pesquisa e de um estudo relacionado à história da arte, à arquitetura e ao tempo. Tais questionamentos o conduziram a analisar aspectos formais e vivenciais da arte. Por sua vez, dentro de seus processos, a exploração de territórios e a viagem são parte integrante de sua prática como artista. Por meio da execução de atos cotidianos, seu roteiro vai dissecando, de maneira diferente, um transeunte qualquer. Em seu pensamento, as práticas cotidianas são matéria-prima para o desenvolvimento de suas obras, as quais geralmente são produto de padrões e sistemas que o artista estabelece com antecedência, entregando-se ao acaso de uma resposta orgânica de uma situação específica. Este agir do artista pelo tempo e pelo espaço toma forma, às vezes, por meio da escultura ou da fotografia, referida metaforicamente, mas nem sempre por seu valor visual. Sua maneira de entender a arte é a partir da vivência mesma, em que a conjunção arte-vida é parte integrante de Sebastian Romo como pessoa.
A região fronteiriça dos pampas, especialmente a comunidade binacional de Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai) – cidades divididas somente por uma fronteira imaginária – foi o cenário que acolheu o artista, onde ele se envolveu com a comunidade, realizando oficinas em escolas e concebendo a obra exibida nesta exposição. Romo realizou uma mostra no Centro de Estudos Fronteiriços da UFPel, na cidade de Santana do Livramento, a qual se estendeu até o mês de julho.