1999

2ª Bienal do Mercosul

curador

Fábio Magalhães

Esta Bienal deu destaque ao processo de integração do Mercosul e à necessidade de promover uma harmonia das diferenças. A intenção dessa Bienal não era reunir as obras em torno de um tema, mas sim ao redor da problematização de questões da atualidade.

A marca da II Bienal foi desenvolvida pela GAD’DESIGN tendo como referência a obra Face, 1984 da série “Carretéis” do artista Iberê Camargo
 

PROJETO CURATORIAL

A 2ª Bienal do Mercosul aconteceu em 1999 e mostrou obras da Argentina, do Brasil, da Bolívia, do Chile, do Paraguai, do Uruguai e da Colômbia como país convidado. O evento foi aberto em 5 de novembro com o concerto da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre executando a "Sinfonia Mercosul", composta exclusivamente para o evento pelo maestro Nestor Wennholz. Esta Bienal deu destaque ao processo de integração do Mercosul e à necessidade de promover uma harmonia das diferenças. A intenção dessa Bienal não era reunir as obras em torno de um tema, mas sim ao redor da problematização de questões da atualidade. O ano de 1999 foi marcado por uma expressiva desvalorização do real em relação ao dólar norte-americano, o que afetou significativamente o orçamento da Bienal. Assim, essa edição caracterizou-se pelo desafio de viabilizar o evento em um contexto financeiramente desfavorável. Significativamente mais modesta que a edição anterior, a 2ª Bienal do Mercosul teve como maior mérito o esforço para a consolidação do projeto. Segundo a curadoria, o que norteou essa edição da Bienal foi a adoção dos conceitos de "identidade" e "diversidade cultural" sem que estes fossem transformados em um vetor temático, permitindo a associação livre e generalizada sobre a diversidade da produção contemporânea. A ênfase nas questões acerca da arte e da tecnologia definiu o perfil da 2ª Bienal, e os segmentos históricos foram limitadas à exposição de Picasso. Pela primeira vez, a Bienal incluiu artistas de fora do Mercosul que não fossem oriundos de países convidados da América Latina, buscando enfatizar as múltiplas influências artísticas que recebemos de outros centros culturais. Além das representações nacionais, a 2ª Bienal trouxe ainda as seguintes exposições: Arte e Tecnologia-Ciberarte: Zonas de Interação, que reuniu seis instalações no térreo da Usina do Gasômetro e teve ainda páginas de arte na web, seguida de um simpósio sobre o tema, uma exposição de Julio Le Parc, e a mostra Picasso, Cubistas e América Latina. Essa edição apresentou ainda um segmento de intervenções artísticas realizadas na orla do rio Guaíba com o objetivo de colocar a produção artística fora do circuito convencional destinado a exposições. O artista homenageado da 2ª Bienal foi o pintor Iberê Camargo, cuja exposição ocupou o térreo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. A mostra apresentou a obra do artista desde os anos 50 até o início dos anos 90. A exposição Picasso, Cubismo e América Latina procurou salientar as influências e as reciprocidades entre artistas europeus e latino-americanos ao confrontar a produção de vários artistas do Mercosul e da Colômbia influenciados pelo cubismo de Picasso e de outros artistas significativos do movimento. Dando continuidade ao que já havia sido feito na 1ª Bienal, diversos espaços foram reformados para abrigar as exposições. Entre eles, vários armazéns do cais do porto pertencentes ao DEPRC foram recuperados e o MARGS sofreu novas reformas. O acesso aos espaços de exposição foi pago, com exceção do Gasômetro. A 2ª Bienal recebeu um público total de 294.201 visitantes. A Bienal teve ainda um dia gratuito de visitação por semana. Um projeto de itinerância foi realizado, levando parte da Bienal para a Universidade de Caxias do Sul e Buenos Aires, com o objetivo de consolidar a integração em nível regional e local, além de promover o evento junto à comunidade artístico-cultural do estado.

Fábio Magalhães

EQUIPE

Curador-Geral

Fábio Magalhães (Brasil)

Curadora-Adjunta

Leonor Amarante (Brasil)

Curadores

Sheila Leirner (Mostra Julio Le Parc)

Lisette Lagnado (Mostra Iberê Camargo)

Diana Domingues (Mostra Arte e Tecnologia)

Fábio Magalhães (Mostra Picasso, Cubismo e América Latina)

Jorge Glusberg (Argentina)

Pedro Querejazu (Bolívia)

Justo Pastor Mellado (Chile)

Tício Escobar (Paraguai)

Angel Kalenberg (Uruguai)

Eduardo Serrano (Colômbia)

 

ARTISTAS

Curador-Geral

Fábio Magalhães (Brasil)

Curadora-Adjunta

Leonor Amarante (Brasil)

Curadores

Sheila Leirner (Mostra Julio Le Parc)

Lisette Lagnado (Mostra Iberê Camargo)

Diana Domingues (Mostra Arte e Tecnologia)

Fábio Magalhães (Mostra Picasso, Cubismo e América Latina)

Jorge Glusberg (Argentina)

Pedro Querejazu (Bolívia)

Justo Pastor Mellado (Chile)

Tício Escobar (Paraguai)

Angel Kalenberg (Uruguai)

Eduardo Serrano (Colômbia)

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