2001

3ª Bienal do Mercosul

curador

Fábio Magalhães

Sob o slogan “arte por toda parte,” a 3ª Bienal do Mercosul contou com a participação da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Chile, do Paraguai, do Uruguai e do Peru como país convidado.

Depois de ter sido responsável pelo design da II Bienal, o GAD assinou novamente todas as manifestações de arquitetura e comunicação visual da III Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Como desafio desta terceira edição, o GAD procurou desenvolver um conceito a partir da principal intervenção definida pela curadoria: os containers. A linguagem portuária serviu como referência para o desenvolvimento do ícone 3B e de toda a manifestação visual e gráfica da exposição. Para estabelecer uma neutralidade cromática e, consequentemente, criar um contraponto ao intensivo uso de cores no meio urbano e para dar maior destaque às obras, toda a comunicação visual foi trabalhada unicamente com o preto e branco.
 

PROJETO CURATORIAL

Sob o slogan “arte por toda parte,” a 3ª Bienal do Mercosul contou com a participação da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Chile, do Paraguai, do Uruguai e do Peru como país convidado. A 3ª Bienal representou fundamentalmente um momento de transição para aquele que seria um novo patamar de organização e profissionalização que a Bienal viria finalmente consolidar em sua quarta edição. Sem um projeto temático definido, a terceira edição ficou mais conhecida pela criação da “cidade dos contêineres”. Parte da exposição foi montada dentro de uma série de contêineres para transporte marítimo de cargas, em uma área de 60 mil metros quadrados no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, onde 51 contêineres abrigaram instalações de 51 artistas plásticos. Essa bienal também se caracterizou fortemente por buscar um mapeamento da produção emergente e promover uma visão para o futuro, na mesma medida em que dedicou um grande espaço à jovem produção. O projeto curatorial buscou acentuar o caráter nômade da arte contemporânea. Além da utilização de espaços inusitados e não tradicionalmente utilizados para eventos culturais, outros segmentos da exposição, como o evento de performance no desativado Hospital Psiquiátrico São Pedro, também cumpriram o objetivo de mostrar a condição de transitoriedade da arte contemporânea. Dezoito artistas mostraram seus trabalhos nos pátios e nas dependências do hospital, uma construção suntuosa da época do Governo Imperial da Província. Além de procurar oferecer uma visão ampla da arte contemporânea latino-americana, a 3ª Bienal instituiu um segmento paralelo de mostras especiais que foram realizadas no Museu de Arte do Rio Grande do Sul e na Usina do Gasômetro. Entre as mostras realizadas, a que foi destinada à obra de Edward Munch, recebeu uma sala no segundo andar do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. A 3ª Bienal trouxe ainda para o núcleo histórico uma exposição de pintura e obras em papel do muralista mexicano Diego Rivera, que recebeu uma sala especial no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Expostas pela primeira vez na América do Sul, a exposição exibiu 44 obras que cobriram mais de 50 anos da produção do mestre do Muralismo Mexicano. Tentando preservar o espírito de experimentação e emergência que caracterizou a 2ª Bienal, os curadores propuseram um olhar para a pintura, evitando uma perspectiva historicista ou nostálgica e promovendo um diálogo com outras modalidades artísticas, bidimensionais e tridimensionais. Exibida no espaço do Santander Cultural, a exposição Poéticas Pictóricas buscou acentuar a expansão da pintura para além dos seus limites convencionais. O artista homenageado na 3ª Bienal do Mercosul foi Rafael França. A 3ª Bienal teve entrada franca e recebeu um público estimado de 600 mil visitantes, superando em muito a meta inicialmente prevista. Com o objetivo de realizar a itinerância, doze artistas que participaram desta edição apresentaram suas obras no recém-inaugurado Centro Cultural da Caixa Federal, em Brasília/DF. O fotógrafo Gal Oppido apresentou um ensaio fotográfico sobre a montagem da 3ª Bienal, uma espécie de making-off mostrando o trabalho que precedeu o evento. Fonte: “História Concisa da Bienal do Mercosul”

Fábio Magalhães

EQUIPE

Curador-geral

Fábio Magalhães

Curadora-adjunta

Leonor Amarante

Comissário Especial

Jens Olesen

Curadores internacionais

Angel Kalenberg (Uruguai) 

Gustavo Buntinx (Peru) 

Jorge Glusberg (Argentina)

Justo Pastor Mellado (Chile)

Pedro Querejazu (Bolívia)

Ticio Escobar (Paraguai) 

Curadoria Sala Especial

Carmen Arellano

Juan Coronel Rivera

Curadoria Exposições Paralelas

Chang Tsong-zung - Artistas Chineses

Mikael Andersen - Tal R Per Hovdenakk

Jens Olesen - Edvard Munch

Curadora da Mostra Rafael França

Vitoria Daniela Bousso

Curadoria de Performance

Fábio Magalhães

Leonor Amarante

Luciano Alabarse

 

ARTISTAS

Curador-geral

Fábio Magalhães

Curadora-adjunta

Leonor Amarante

Comissário Especial

Jens Olesen

Curadores internacionais

Angel Kalenberg (Uruguai) 

Gustavo Buntinx (Peru) 

Jorge Glusberg (Argentina)

Justo Pastor Mellado (Chile)

Pedro Querejazu (Bolívia)

Ticio Escobar (Paraguai) 

Curadoria Sala Especial

Carmen Arellano

Juan Coronel Rivera

Curadoria Exposições Paralelas

Chang Tsong-zung - Artistas Chineses

Mikael Andersen - Tal R Per Hovdenakk

Jens Olesen - Edvard Munch

Curadora da Mostra Rafael França

Vitoria Daniela Bousso

Curadoria de Performance

Fábio Magalhães

Leonor Amarante

Luciano Alabarse

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