A 7ª Bienal do Mercosul encerrou-se neste domingo, 29 de novembro, em Porto Alegre. De 16 de outubro, data da abertura das exposições, até o último dia, estima-se que 306 mil pessoas circularam pelas mostras no Santander Cultural, Cais do Porto e Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Margs, sem considerar o público que participou das performances, os 12 projetos de artistas do Programa de Residências em nove regiões do estado e o público que circulou pelos espaços públicos da capital, onde estiveram instaladas cerca de dez obras temporárias. Somando-se apenas os 39 dias em que as exposições estiveram abertas ao público - a 7ª edição da Bienal não abriu às segundas-feiras - a média diária foi de 7.849 visitas, número superior ao das últimas edições, já que, em 2009, o período de abertura ao público foi menor que o da edição anterior, em 2007. A estimativa é baseada na soma das visitas de grupos com agendamento prévio e visitas espontâneas. A 7ª Bienal contabilizou 90 mil estudantes de escolas públicas e privadas atendidos em visitas mediadas para grupos. Cerca de 67 mil alunos de escolas públicas da capital e arredores foram atendidos com transporte gratuito para visitar as exposições. Os números finais serão divulgados em Relatório de Balanço Social, que será publicado em dezembro.
Para o presidente da 7ª Bienal do Mercosul, Mauro Knijnik, esta foi “uma Bienal diferente, ampla e com intensa participação da população. Mais uma vez, a identidade da Bienal com a cidade se consolida. A cada realização, notamos a integração da população com o evento”.
Tal consolidação está baseada em diversas ações, como o Projeto Pedagógico que, nesta edição, foi construído com o intuito de descentralizar e multiplicar ações. Os “Mapas Práticos – espaços em disponibilidade”, uma ação com 26 ateliês educativos de Porto Alegre e 40 artistas locais, que abriram suas portas durante o período da Bienal para receber grupos e realizar oficinas gratuitas, são um forte exemplo. O projeto ofereceu 144 turmas em 38 diferentes oficinas, atendendo a um público de aproximadamente 1.400 pessoas.
Destinado a estudantes universitários e profissionais graduados em qualquer área de conhecimento, o Curso de Formação de Mediadores da 7ª Bienal do Mercosul capacitou pessoas para atendimento de visitantes durante as exposições. Foram 200 pessoas capacitadas gratuitamente, além de professores e convidados. Destes, 164 alunos foram selecionados para trabalhar na mediação da Bienal, além de 12 supervisores e 12 assistentes de supervisão. As aulas contaram com curadores e artistas e somaram 63 horas/aula. Além disso, 45 alunos receberam as informações através de um programa de EAD – Ensino à Distância. O curso foi gratuito e contemplou aulas teóricas e práticas sobre as diferentes linguagens contemporâneas e abordagens presentes no projeto curatorial, a realidade do ensino de arte, treinamento de mediação e atendimento a diferentes públicos, expressão corporal e vocal, oficinas práticas, além de encontros com artistas e curadores.
Outra inovação do Projeto Pedagógico da 7ª Bienal do Mercosul foi o Programa de Residências Artistas em Disponibilidade, que promoveu uma verdadeira maratona artística em nove regiões do Rio Grande do Sul e em cidades fronteiriças do Uruguai. Porto Alegre, São Leopoldo, Montenegro, Lajeado, Pelotas, Caxias do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Tavares e Riozinho, foram localidades escolhidas para realizar projetos de 14 artistas, com o objetivo de promover a troca de experiências entre a Bienal e as comunidades. Cerca de 10 mil pessoas participaram ativamente dos projetos. “O Projeto Pedagógico, consolidado nas Bienais anteriores, veio com mais capacidade nesta edição. Foi incrementado pelo projeto de residências artísticas, por exemplo, que aproximou o público do interior do Estado da Bienal, permitindo que um grupo maior de pessoas participasse, mesmo sem ter visitado as exposições”, entusiasma-se o presidente Mauro Knijnik.
Os investimentos na 7ª edição do evento totalizaram R$ 7.980.000,00, montante propiciado por 32 patrocinadores e apoiadores. O financiamento foi realizado através da Lei de Incentivo à Cultura do MinC – Ministério da Cultura e da LIC – Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
A 7ª Bienal recebeu visitantes de todo o Brasil, principalmente do interior do RS, e estrangeiros, vindos principalmente de países vizinhos, como Uruguai e Argentina. O fluxo contínuo de visitas implica na movimentação de serviços da capital como transporte, hospedagem e alimentação. A cada edição, cresce o número de estrangeiros e brasileiros de outros estados interessados em visitar Porto Alegre durante a Bienal do Mercosul. A maioria destes grupos são formados, por colecionadores de arte, críticos, galeristas, diretores de instituições culturais e estudantes de arte e disciplinas afins. A Fundação Bienal orienta estes visitantes com informações sobre a cidade, a rede hoteleira e de alimentação, transportes e organização de excursões. A imagem que o evento traz para a cidade favorece também a decisão de futuras viagens de turismo a Porto Alegre por parte destes visitantes.
A Bienal do Mercosul provoca diversos impactos econômicos na cidade e no Estado. Os pagamentos de serviços e materiais necessários à produção da Bienal também implicam em dinamização econômica. Para fazer rodar toda essa engrenagem, foi necessária a contratação de 1.212 funcionários, dos quais 577 são empregos diretos e 635 indiretos em áreas como produção, montagem, mediação, supervisão, manutenção, limpeza, segurança e outros serviços. Praticamente toda a Bienal é produzida por empresas e mão-de-obra locais. O evento é um grande gerador de empregos temporários.
Para conferir o que foi a 7ª Bienal do Mercosul, basta acessar o site www.bienalmercosul.art.br, criado pela curadoria editorial desta edição.