Várias câmeras de vídeo de segurança, algumas com infravermelho, em lugares com pouca ou nenhuma visibilidade, pouca luz, lugares para os quais não se costuma olhar. Busca do incognoscível, do acontecimento mínimo. É quase uma fotografia, mas de repente algo inusitado passa por ali, uma folha... um inseto... um cisco... e produz uma pequena turbulência ou, pode não acontecer nada.
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A instalação “Atrás da Porta” pretende deslocar as câmeras de segurança de sua função para trazer paisagens inabituais, estranhas, de pouco ou nenhum acesso. Assim, as imagens que provavelmente serão produzidas a partir dessas câmeras não estão inseridas numa estética de consumo, é quase uma anti-imagem.
O desejo é lançar luz ao que está na sombra, espreitar o que é indiferente a tudo e a todos; daí o interesse pelos cantos, buracos, fossos, sótãos, lugares interditados, tudo que está fora do “diagrama de forças” da vigilância, tudo o que é inexpressivo para as câmeras de segurança, pois nesses recantos não há nada para ser controlado. Somente o que range por excesso de imobilidade.
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