Santander Cultural - Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro
Nascido em Santiago do Chile em 1943, Eugenio Dittborn é um artista referencial da América Latina. Sua obra é baseada na transterritorialidade, no nomadismo e nas estratégias para subverter fronteiras e penetrar nos centros, sem se deixar neutralizar por eles. A exposição apresenta as Pinturas Aeropostais – obras de ampla riqueza iconográfica, com uma presença visual e material contundente –, que o artista desenvolve desde os anos 80, misturando desenho, costura, pintura e colagem. As obras chegam a Porto Alegre e a outras cidades do Rio Grande do Sul por via postal, dobradas e colocadas em um envelope. Esse processo ressalta o caráter transitório da obra de Dittborn e a afirmação de que ter a experiência de ver uma Pintura Aeropostal “é ver entre duas viagens”.
MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Praça da Alfândega, s/n – Centro
Esta mostra traz uma visão crítica da paisagem do sul do Brasil seguindo três eixos culturais: a carne (do gado ao prato), a paisagem (o pampa) e as missões (abordando as questões indígena, jesuítica e arquitetônica). A exposição inclui obras de acervos locais como mapas, pinturas, fotografias, livros, objetos, documentos de viagens exploratórias e arte popular, estabelecendo uma relação com artistas contemporâneos, que conceberam suas obras a partir de viagens de pesquisa realizadas em todo o Estado.
Armazéns A4, a5 e A6 do Cais do Porto - Av. Mauá, 1050 (entrada A3 e A4) – Centro
Esta mostra examina a criação de entidades transterritoriais e supraestatais que põem em cheque a noção de nacionalidade, através de diversas formas de conceber o território sob as perspectivas geográfica, política, cultural e econômica. A exposição reune mapeamentos e representações do mundo que contradizem as cartografias convencionais ou que promovem a transformação social, a criação de nações fictícias, a reflexão sobre fronteiras e migração e a subversão de símbolos nacionais e de retóricas nacionalistas, entre outros temas. Dentro dos espaços de exposição, são estabelecidos “territórios de autonomia poética”, sedes de micronações de caráter artístico que desenvolvem ali seu trabalho como um laboratório, ao qual o público poderá ter acesso durante o período de exposição.
Armazém A7 do Cais do Porto - Av. Mauá, 1050 (entrada A3 e A4) – Centro
Dez artistas viajaram por cidades do Rio Grande do Sul produzindo anotações de viagem em diferentes formatos como desenho, fotografia, vídeo e objetos. Os resultados foram exibidos em museus e espaços culturais da região visitada e, posteriormente, durante a 8a Bienal, são reunidos e apresentados em Porto Alegre, como um olhar múltiplo e plural da paisagem cultural do Rio Grande do Sul.
Nove pontos do centro histórico de Porto Alegre
Em Cidade Não Vista, o contato com a urbe a partir do tato, dos sons, das palavras e de mínimas intervenções, é uma estratégia de ativação de territórios de Porto Alegre. A partir de um processo de arqueologia urbana, foram identificados nove lugares do centro da capital gaúcha que despertam interesse arquitetônico, histórico, sociológico, ou, simplesmente, curiosidade. Não se trata simplesmente da instalação de objetos esculturais, de justapor obras já prontas aos locais, mas sim de abordar territórios da cidade a partir de estratégias que valorizem elementos já existentes. Para isso, nove trabalhos foram elaborados por artistas de diferentes nacionalidaes especialmente para os referidos espaços. Todas as obras destacam o lugar e privilegiam a experiência sensorial.
Os locais são: Aeromóvel, Observatório Astronômico (UFRGS), viaduto Otávio Rocha, chaminé da Usina do Gasômetro, jardim do Palácio Piratini, escadaria da Rua João Manoel, cúpula da Casa de Cultura Mario Quintana, garagem dos Livros e o prédio da antiga Prefeitura de Porto Alegre.
Local de saída do grupo: Casa M - Rua Fernando Machado, 513, centro - POA
Horários dos percursos: 10h - 11h (sábados, domingos e feriados) - 14h - 15h - 17h - 19h