NURY GONZALEZ

Hasta que valga la pena vivir

2019

Vídeo

3''35'

Coleção da artista

A artista chilena multimídia e experimental Nury González tem abordado problemáticas da memória desde suportes e estratégias variadas. Na Bienal 12, apresenta Historia natural de la destrucción (História natural da destruição), uma obra que consta de três chamales, cobertas mapuches que, ao ser da cor preta, devem ser usadas pelas mulheres. São cobertas de aproximadamente cem anos, furadas, amassadas ou desfiadas pelo tempo. Descartadas, foram compradas por Nury no mercado de Temuco em 2011, ano das mobilizações estudantis. A artista percorre os furos costurando pequenos pontos com fio branco. Os tecidos se transformam em mapas dessas marcas de destruição. Junto as três peças que integram a sua Historia natural de la destrucción (História natural da destruição): Al hilo de la historia, Con el alma en un hilo y Al hilo del pensamiento, (Ao fio da história, Com a alma pelo fio e Ao fio do pensamento), apresenta o vídeo Hasta que valga la pena vivir (Até valer a pena viver, onde mistura imagens da costa do lago Riñinahue e de vestígios da lava da erupção do Cordón del Caulle que flutuam nas águas do lago, junto com outras do lago Rinihue, nas quais flutuam as suas pequenas obras de feltro. O feltro não tem urdidura (estrutura) nem trama (história). Funciona como metáfora do tempo no qual criou os seus registros e do tempo atual do Chile.

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